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Cafés especiais 08 de abril 2026

Você conhece a variedade Aramosa?

Você conhece a variedade Aramosa? Dentre as muitas variedades que já provamos no mundo dos cafés especiais, destacamos hoje a Aramosa. Aliás, já provamos essa variedade de diferentes torrefações e todos os cafés nos agradaram!

Você conhece a variedade Aramosa?

Origem

Em síntese, é um híbrido interespecífico resultante do cruzamento entre Coffea arabica e Coffea racemosa, uma espécie africana rara. Esse desenvolvimento teve como objetivo unir o melhor dos dois mundos: a alta qualidade sensorial do arábica com a rusticidade e o baixo teor de cafeína característicos da racemosa. Em particular, nós gostamos bastante também dos cafés com menos cafeina.

Além disso, do ponto de vista sensorial, o café Aramosa apresenta um perfil complexo e sofisticado, frequentemente descrito com notas florais intensas, nuances de frutas vermelhas, chocolate fino e uma acidez equilibrada e elegante. O corpo tende a ser sedoso ou cremoso, com finalização limpa e persistente.

Esse último que provamos, da foto, possui notas de morango, amora, mel e floral. Em resumo, um café, doce, suave e para ser degustado em qualquer hora do dia.

No Brasil

A performance da Aramosa no Brasil ainda é considerada experimental e de nicho. Tanto que não é sempre que encontramos em torrefações/cafeterias. A variedade demonstra boa tolerância a condições climáticas adversas, herdada da Coffea racemosa, incluindo maior resistência à seca e potencial resiliência a estresses ambientais. No entanto, seu principal desafio está na baixa produtividade, significativamente inferior à de cultivares amplamente utilizadas como Catuaí, Mundo Novo ou Arara. Essa limitação reduz sua viabilidade para produção em larga escala, tornando-a mais adequada para microlotes e projetos focados em qualidade extrema e diferenciação.

Além disso, é cultivado em regiões específicas e por produtores inovadores, com destaque para áreas do Cerrado Mineiro e das Matas de Minas, onde condições de altitude e manejo técnico favorecem a expressão de seu potencial sensorial. Nesses ambientes, a variedade tem apresentado excelente desempenho em qualidade de bebida.

Falando de mercado, o café Aramosa não compete em volume, mas sim em valor agregado. Seu posicionamento é semelhante ao de outras variedades raras e de alto prestígio, como Geisha e Laurina, por exemplo.

Mais sobre a gente

Somos Henrique e Aline. Amamos Cafés Especiais e compartilhamos aqui nossas experiências, opiniões e dicas.

O início

Em síntese, essa viagem se iniciou há muitos anos, quando o café do dia a dia começou a nos fazer mal. Com isso, sentimos a necessidade de procurar um café de melhor qualidade e que consequentemente não exigisse ser adoçado.

Desde então, fomos provando cafés de qualidade superior, com menos amargor. Porém, quando descobrimos os Cafés Especiais, nossa vida mudou completamente.

Aliás, você sabia que o Brasil é o maior produtor de café do mundo?

Specialty Coffee

A partir do momento que descobrimos os Cafés Especiais, nossa rotina mudou completamente. Afinal, a diferença para os cafés convencionais é abissal.  E a primeira característica dos Cafés Especiais que nos chamou a atenção foi a doçura natural. Depois, as notas sensoriais, variedades, altitude, processo de secagem e aí vai…

E além do café, ainda nos deparamos com os vários métodos de preparo e tudo que gira em torno desse estilo de vida realmente especial.

Porém, se fossemos explicar toda a história, nos alongaríamos muito. Então, vem com a gente nessa jornada especial e ótimos cafés!

E se quiser entrar em contato com a gente, clique aqui!

Rick e Aline
Um casal apaixonado por cafés compartilhando experiências
Curiosidades 21 de julho 2023

Você conhece a variedade Catimor?

Você conhece a variedade Catimor? Nos últimos dias, quando estávamos escolhendo alguns pacotinhos de café para comprar, nos deparamos com um que nos chamou a atenção. Se tratava de um café Catimor, uma variedade do café arábica que ainda não havíamos provado, mas já tínhamos escutado falar. Por isso, claro, compramos.

Você conhece a variedade Catimor?

Provando

Dessa forma, quando recebemos por aqui, já fomos abrir para provar. Porém, como acontece na maioria das vezes, não lemos as características principais no rótulo, para sempre treinar nossa percepção.

De início, preparamos no V60, na proporção 1:15. Logo de cara, no primeiro gole, já sentimos que o café tinha alguma característica que normalmente não estávamos acostumados a sentir nos cafés que provamos no dia a dia.

Em síntese, detectamos que o café nos lembrava um robusta especial que havíamos provado há um tempo atrás. E adivinha? Era exatamente isso, pois quando fomos nos aprofundar sobre o assunto, descobrimos a origem dessa variedade.

Catimor

Portanto, o Catimor simplesmente é o cruzamento entre o Caturra (que já conhecemos) e o Timor, que foi criado em Portugal no ano de 1959. E detalhe, o Timor é uma variedade do Robusta. Por isso, o resultado final na xícara é de um café com baixa acidez e tendência a ser um pouco amargo.

E esse leve amargor foi exatamente a característica que detectamos de primeira no café que provamos. Porém, vale destacar que apesar desse leve amargor, o café que escolhemos, mesmo um pouco menos doce, permanece bacana e com notas leves de frutas vermelhas. Vale a pena a experiência!

Aliás, vale ressaltar que o Catimor pode se adaptar bem a algumas regiões que podem produzir cafés com nuances diferentes.

Show, né? Agora bora preparar em outros métodos para a experiência ser ainda mais completa.

Mais sobre o Catimor

De Timor para Portugal, e depois para o resto do mundo. Em traços largos, este foi o percurso de uma planta de café que começou nos anos 50 e mudou a produção de café para sempre. Portugal ofereceu-a gratuitamente a mais de 40 países. A sua descoberta, uma das principais avanços na cafeicultura mundial, porque resistia a uma doença que afecta o cafeeiro. Deu origem a variedades de cafeeiros patenteadas em nome de diversos países, sem que Portugal visse daí qualquer retorno comercial. Não se sabe ao certo quando surgiu essa planta. Os relatos são desencontrados: certos investigadores indicam em 1917 ou 1918, outros falam de 1927 e outros ainda de 1957.

O que se sabe é que no meio de uma plantação de Timor devastada pela ferrugem alaranjada sobressaía um pé de cafeeiro completamente resistente à doença. Apresentava uma mistura de características entre o cafeeiro robusta (Coffea Canephora), resistente à ferrugem, e o arábica (Coffea Arabica), susceptível à ferrugem. Pensa-se que as duas espécies, as que têm maior valor económico, se cruzaram espontaneamente na natureza, e por isso a planta resultante ficou conhecida como híbrido de Timor…

(Fonte – Público) 

Rick e Aline
Um casal apaixonado por cafés compartilhando experiências